sábado, 4 de agosto de 2012

Para Fazer Mais e Melhor

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tudo o quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles

Há um princípio simples, nobre e seguro que deve nortear todas as nossas ações: “Tudo o quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles” (Mt 7,12).
Esse ensinamento do Senhor é um maravilhoso meio para combater o nosso egoísmo e purificar as intenções do nosso coração. No entanto, essa não é uma tarefa fácil, precisamos nos esforçar e nos pôr à disposição do Senhor sempre que nos distanciarmos deste caminho; retomando-o com humildade e pedindo a Ele que nos ajude a seguirmos em frente e nos assemelharmos a Ele.
Jesus passou por esta vida fazendo o bem e fazendo bem todas as coisas, e este é o desejo do coração d’Ele a nosso respeito. Não tenhamos dúvida de que, quando Deus nos pede algo, junto com esse pedido vem a graça para que o consigamos realizá-lo; a nós cabe tomar posse da graça e nos colocarmos em ação.
Jesus, ensina-nos hoje a fazer aos nossos irmãos tudo o que gostaríamos que eles fizessem a nós.
Jesus, eu confio em Vós!
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Escolhidos como sementes de uma nova geração

Se você soubesse que foi escolhido para uma seleção de futebol, de vôlei ou de basquete, com certeza não estranharia as exigências dos treinadores: a indicação de não beber, de não fumar, de ter uma alimentação adequada, noites de sono, e tantos exercícios físicos.

Deus nos escolheu como semente de uma nova geração, e por isso está se esmerando na preparação dessas sementes, para que nenhuma delas se perca. Quando semeamos sementes velhas, mal selecionadas, num canteiro bem preparado, podemos regar e tomar todos os cuidados, mas, infelizmente, a maior parte delas não nascerá. Deus Pai não quer que isso aconteça conosco.

Deus Pai quer produzir uma geração de homens e mulheres novos. Sabendo disso, o demônio quer exterminar a riqueza da humanidade: a nossa juventude. O maligno quer exterminá-la com o sexo desregrado, a bebida, as drogas e as consequências todas que vêm daí. Talvez você tenha entrado por esses caminhos errados. Volte! Faça uma boa confissão. Recomece tudo de novo. Você é capaz de permanecer na graça de Deus. É necessário ser coerente. O Todo-poderoso lhe dará forças para superar, mas é preciso força de vontade: decisão. E isso cabe a você.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Vocação, um desafio de amor" de monsenhor Jonas Abib)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Quer fazer bem todas as coisas?



FORMAÇÕES


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Aprenda com Jesus a não deixar nada pela metade

"Ele tem feito bem todas as coisas" (Mc 7,37). Com essa frase do Evangelho de São Marcos, podemos ver um traço da personalidade de Jesus. Era um homem maduro em todos os sentidos. A maturidade é sinônimo de eficiência, eficácia e simplicidade. Em suma, maturidade é sinônimo de santidade!
Afetivamente: maduro! Psicologicamente: maduro! Politicamente: maduro! Espiritualmente: maduro! Jesus Cristo era tão maduro que, no derradeiro dia, prestes a entregar-se nas mãos do Pai Celeste, afirmou: “Tudo está consumado!” (Jo 19,30). Que êxito! Os seus 33 anos bem vividos. Não faltava nada! Tudo foi "bem" feito. Não deixou as coisas "pela metade". Não precisou de um dia a mais. Nem mesmo um minuto além do que Lhe foi dado. Tudo consumado! Bem diferente de algumas pessoas que chegam ao final da vida com “tudo consumido”. Que incrível diferença faz uma única letra: consumado, consumido. Que alegria seria se muitos dos nossos políticos pudessem ter um fim de mandato semelhante ao de Cristo. Que honra seria saber que muitos padres, pais, médicos, professores, profissionais das mais variadas áreas, encerraram a carreira com tudo “consumado” e não “consumido”!
A maturidade de Cristo se dá não apenas por talento pessoal ou predisposição genética. É verdade que Seus pais: Maria e José, eram justos; isto é, cumpriam fielmente o que lhes era recomendado pela lei religiosa. Mas acima de tudo, Jesus aprendeu isso de Seu Pai Celeste. No início da Bíblia, vemos que Deus criou o mundo e viu que tudo era bom (cf. Gn 1,10). Ou seja, a obra do Todo-poderoso é boa! É bem feita! É perfeita!


Que necessidade temos de aprender essa qualidade de Jesus! Quantas vezes deixamos as coisas por fazer, ou fazemos as coisas de qualquer jeito. Neste mundo escravo do tempo e intoxicado por múltiplas tarefas, descobrimos homens e mulheres apressados, estressados e doentes porque não conseguem cumprir uma agenda, atender todas as solicitações e corresponder a todas as expectativas.
Talvez o grande problema seja nossa extrema capacidade de complicar as coisas que são tão simples. Conseguimos tempo para tudo o que é secundário e deixamos de lado o que é essencial. A escala de valores foi perdendo sua textura natural e acabamos por colocar em primeiro lugar itens que não garantem um final feliz. A vida se torna pesada demais quando colocamos mais peso no telhado e nos esquecemos de fortalecer o alicerce da própria casa. Que o digam os engenheiros encarregados de justificar os desabamentos, causadores de muitas mortes, que vimos nos noticiários nacionais ultimamente.
A estrutura humana ideal é aquela que se assemelha à do Nazareno. Vivia com simplicidade. Valorizava os relacionamentos e dava chance até mesmo àqueles que potencialmente poderiam feri-Lo (Judas). Não se deixou prender pela mágoa, perdoava sempre (“Perdoai-os, eles não sabem o que fazem” – Lc 23,34). Não era preso à própria opinião, sabia submeter-se (“Que se faça a tua vontade, o Pai; e não a minha!” – Lc 22,41).
Era íntegro o bastante para não se afligir com a opinião alheia, acolhia pecadores e excluídos. A todos tinha uma palavra pacífica e orientadora (“Bem-aventurados os mansos!” – Mt 5,5 ). Amadureceu sem se desviar do motivo da própria existência. Aliás, tinha um sentido claro da própria vida (“Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância!” – Jo 10,10).
Padre Delton Filho 
http://blog.cancaonova.com/padredelton/

O que eu faço com as coisas que sinto?


 



Coloque sempre seus sentimentos no lugar certo. Isso significa que eles devem estar a serviço de nosso crescimento como cristãos e como seres humanos.

Quando somos machucados, costumamos nos rebelar, invadir espaços, desrespeitar pessoas, perder o controle. Por isso, será nosso contínuo exercício educá-los e, isso significa colocá-los sempre a serviço de nosso crescimento, santidade e bem do próximo....

Eles podem ser, na verdade, o nosso caminho de perfeição.

O que você acha!?

Agora vamos rezar juntos? Clique noblog.cancaonova.com/ricardosa.

Com carinho e orações!


Seu irmão,
Ricardo Sá

O Espírito Santo nos move a louvar e a adorar


 Mensagem do dia
 
A oração do Espírito Santo em nós é a intercessão: Ele louva, adora, proclama e também pede em nosso favor. Costumamos pensar que oração de intercessão é só pedir, mas não: muitas vezes, o Espírito nos move a louvar, a adorar, a agradecer e também a pedir. Por que ficar apenas pedindo?

Quando surge o caso de uma pessoa necessitada, logo pedimos: “Senhor, aquele irmão está vivendo este problema assim, assim... O caso dele, Senhor, é complicado e apenas o Senhor poderá intervir!”. Mas a melhor maneira de interceder é: “Senhor, eu Te louvo, Te adoro e proclamo porque Tu és o Senhor, Tu és Aquele que governa esta situação, e eu proclamo Tua vitória sobre ela. Entrego-Te este meu irmão, pelo qual estou pedindo, ele Te pertence, Senhor, e Tu já és vitorioso nesta situação”.

O próprio Espírito nos move a louvar e a adorar, porque é preciso antes de tudo estabelecer a ligação entre a terra e o céu, o que é feito por meio do intercessor.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Orando com poder" de monsenhor Jonas Abib

Uma mãe de verdade sempre enxerga além




Mensagem do dia!
Há coisas que somente uma mãe é capaz de enxergar e de fazer por um filho. Nem sempre as pessoas com as quais convivemos conseguem perceber o que estamos vivendo, mas não há como esconder da nossa mãe o que se passa, porque ela é capaz de perceber mesmo quando não queremos ou não sabemos o que dizer.
Graças a Deus, todos nós temos uma Mãe que nos acompanha sempre. Quando sentimos medo, ela nos diz: “Não sou eu a tua mãe”? E assim em cada situação ela se faz presente e nos convida a nos colocarmos sob os seus cuidados, porque ela quer cuidar de cada um de nós, da mesma forma como cuidou do Menino Jesus.
Convidemos hoje a nossa Mãe, Maria Santíssima, para ser a nossa companheira, nossa amiga e fazer tudo conosco.
Jesus nos deu Maria como Mãe aos pés da cruz, e na pessoa de São João pediu-nos para levá-la para casa: “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para sua casa” (Jo 19, 26-27).
Obrigada, Virgem Maria, pelos seus cuidados de Mãe na nossa vida.
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago   
Co-fundadora da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

"Crer em Jesus, receita de uma vida feliz"

Irmãos, vejam que amor o Pai nos consagrou! Enquanto os homens mergulham em suas audácias, Deus se nos apresenta com insondável bondade e em nós contempla toda a criação. Ele está em toda a parte, em tudo, e sem Ele não podemos existir.
Dirigindo-me a você: gostaria de lhe indicar esta receita para uma vida feliz: ajude o seu próximo com atos inspirados pelo amor, pois os frutos dessas obras serão graças suplementares que farão morada em sua alma. Você, então, começará, a desabrochar lentamente – tal qual uma linda flor! – e aspirará à alegria de amar a Deus.
Há tantas religiões e cada uma segue a Deus “à sua maneira”. Quanto a mim, sigo o caminho de Cristo: Jesus é o meu Deus, Jesus é o meu único amor, Jesus é o meu tudo! Que sinal do céu devo pedir mais se já tenho a Árvore da Vida, o Sacerdote que entra no santuário, não com o sangue alheio, mas com o Seu próprio Sangue? Que prova porei a Jesus se Ele é a prova maior de que Deus me ama?
Eis a razão pela qual nunca tenho medo! Faço o meu trabalho com Jesus, faço-o por Ele com dedicação. Por isso, os resultados são Seus e não meus. Se precisar de um guia, você só tem que voltar os olhos para Jesus Cristo. Deve entregar-se a Ele e contar inteiramente com Ele.
Quando você faz isso, a dúvida se dissipa e a segurança o invade. Não se esqueça de que o mais belo ato de fé é o que sai dos seus lábios em plena obscuridade, no meio dos sacrifícios, dos sofrimentos. O esforço supremo de uma vontade firme em fazer o bem. Como um raio, este ato de fé dissipa as trevas da sua alma. No meio dos relâmpagos, da tempestade, este ato de fé eleva e conduz seu interior a Deus.
A fé viva, a certeza inquebrantável e a adesão incondicional à vontade do Senhor. Eis a luz que guiou os passos do povo de Deus no deserto. É esta mesma luz que resplandece a cada instante no espírito agradável ao Pai. Foi também esta luz que conduziu os Reis Magos e os fez adorar o Messias recém-nascido. É a estrela profetizada por Balaão (cf. Nm 24,17), o archote que guia os passos de todo o homem que procura Deus.
Esta luz, esta estrela, este archote igualmente iluminam a sua alma e dirigem seus passos para o impedir de vacilar e fortificar o seu espírito no amor de Deus. Você não os vê, não os compreende, mas isso não é necessário. Tenha por certo que Jesus é o Sol que resplandece na sua alma. O profeta do Senhor cantou a seu respeito: “Na tua luz é que vemos a luz” (Salmo 36,10).
Não deixe o seu espírito sucumbir à tentação e à tristeza, porque a alegria do coração é a vida da alma. A tristeza não serve para nada e cria a morte espiritual. Acontece, por vezes, que as trevas da prova oprimem o céu da sua alma. Mas elas se convertem em luz com Cristo e em Cristo!
Você deve progredir na alegria de um coração sincero e de grande abertura para Deus. E se lhe é impossível conservar esta alegria, pelo menos não perca a coragem e conserve toda a sua confiança em Deus.
No texto de hoje vemos duas coisas: de um lado, obras divinas; de outro lado, um homem, um galileu. Só Deus pode realizar obras divinas, então preste bem atenção e veja se o Todo-poderoso não está escondido naquele “galileu”, ou seja, em quem está ao seu lado, conhecido ou não. Sim, esteja bem atento ao que vê e creia no que não vê. Aquele que chamou você a acreditar, não o abandonou e jamais o fará. Mesmo quando lhe pede que creia no que não pode ser visto, Ele não o deixou sem nada para ver, pois vê-Lo é ver o Pai.
Será que, para você, a própria criação é um sinal pobre, uma manifestação frágil do seu Criador? Repara que Ele vem e realiza milagres. Você não podia ver a Deus, mas podia ver um homem. Então, Deus fez-se homem! Não perca tempo exigindo de Deus mais um sinal, quando já tem o maior sinal: Aquele que supera Jonas, Salomão e João Batista. Ele é Aquele que, levantado da terra, atrai tudo e todos para Si e, consequentemente, atrai também para Deus, o Seu Pai.
Jesus é o verdadeiro sinal que devemos querer e trazer no nosso dia a dia. Desta forma, é certo que veremos a salvação que vem de Deus.
Padre Bantu Mendonça

O que é bom atrai a bondade

Mensagem do dia
 
Se você deixar algum alimento estragado em sua casa, com certeza isso atrairá bichos: moscas, formigas, baratas, e uma multidão de micróbios invisíveis. Da mesma forma, quando levamos vídeos pornográficos para dentro de nossos lares, espíritos malignos provocadores de adultérios, prostituição, malícia e sensualidade são liberados. Eles acompanham essas ações e, não duvide, infestam nossas casas e corações, tal qual a multidão de insetos que vemos e os micróbios que não somos capazes de ver e sentir.

Graças a Deus, quando rezamos, sozinhos ou com mais alguém, os anjos estão por perto e vibram com a força que nossa oração produz. Quanto mais intensa é a oração, tanto mais intensamente somos protegidos e orientados. Assim nossa casa é purificada. O que é bom atrai a bondade; as coisas más atraem o que é mau.

Se enchermos nossa casa do Bem, que é Deus, ela será santificada e se tornará templo no qual o Senhor habita. A palavra “templo” vem de um verbo grego que significa “recorte”. Sua casa, portanto, se torna, pela graça de Deus, um pedacinho do céu; um recorte do céu. E nesse pedacinho do céu, claro, está o próprio Deus.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "Anjos, companheiros no dia a dia" de monsenhor Jonas Abib)

Vamos hoje pedir sabedoria a Deus?

             Monday, 13 de February de 2012 Muitas coisas na vida são importantes, mas poucas são essenciais. Algo de essencial, que não nos pode faltar em nenhum momento, é a sabedoria para que saibamos como agir corretamente em cada situação, das mais simples às mais complexas. Talvez você esteja se perguntando: Como posso adquiri-la? A própria Palavra do Senhor nos responde: “Se a alguém de vós falta sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem impor condições; e lhe será dada” (Tg 1,5).
            Quando pedimos a Deus o essencial, Ele nos concede incondicionalmente.
“O Senhor apareceu a Salomão durante a noite e lhe disse: ‘Pede-me o que queres que eu te dê!’” (I Re 3,5). Ele tinha uma oportunidade inigualável e por poucos conquistada. Poderia pedir muitos tesouros, saúde inabalável, vida longa e próspera. No entanto, ele clamou: “Dá a teu servo um coração que saiba perceber a verdade, para julgar o teu povo e discernir entre o bem e o mal. Pois quem poderia governar este teu povo tão numeroso?” (v. 9). Ao desejar inteligência para praticar a justiça, foi contemplado com o acréscimo do Alto: “um coração tão sábio e inteligente, como nunca houve outro igual” antes ou depois dele (cf. v. 12).
            Obrigada, Jesus, porque a Sua bondade nos sustenta em todos os momentos.
Jesus, eu confio em Vós!

Mensagens do Dia!

Luzia Santiago
Co-fundadora da Comunidade Cancção Nova

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O que é Doutrina Social da Igreja?

Formações

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Para compreendê-la é preciso se valer do Magistério da Igreja

Para podermos bem compreender o que é a doutrina social da Igreja precisamos nos valer do magistério do Papa bem-aventurado João Paulo II: «A doutrina social da Igreja não é uma 'terceira via' entre capitalismo liberalista e coletivismo marxista, nem sequer uma possível alternativa a outras soluções menos radicalmente contrapostas: ela constitui por si mesma uma categoria. Não é tampouco uma ideologia, mas a formulação acurada dos resultados de uma reflexão atenta sobre as complexas realidades da existência do homem, na sociedade e no contexto internacional, à luz da fé e da tradição eclesial.


A sua finalidade principal é interpretar estas realidades, examinando a sua conformidade ou desconformidade com as linhas do ensinamento do Evangelho sobre o homem e sobre a sua vocação terrena e, ao mesmo tempo, transcendente; visa, pois, orientar o comportamento cristão. Ela pertence, por conseguinte, não ao domínio da ideologia, mas da teologia e especialmente da teologia moral» (Encíclica Sollicitudo Rei Socialis, n. 41).


João Paulo II procurou aqui deixar bem claro que a doutrina social da Igreja não é uma espécie do gênero que abrange o liberalismo e o socialismo. Este e aquele são ideologias, mas a doutrina social da Igreja é outra coisa. Como diz o Papa polonês, a doutrina social da Igreja «não é uma ideologia, mas a formulação acurada dos resultados de uma reflexão atenta sobre as complexas realidades da existência do homem, na sociedade e no contexto internacional, à luz da fé e da tradição eclesial».


Observem a radical dicotomia que faz o saudoso Pontífice na passagem que citamos da encíclica: de um lado, ele separa as ideologias; no lado oposto, ele coloca os resultados de uma reflexão sobre a realidade do homem e da sociedade. Efetivamente, este é o denominador comum das ideologias: elas não partem da realidade das coisas, mas de princípios arbitrários e relativos, abstratistas e parciais, artificiais e preconcebidos, postos pelo ideólogo como indiscutíveis.


As ideologias impõem-se mais pela adesão coletiva e pela coerência do sistema do que pela evidência dos seus princípios. Apesar de serem falsos ou parciais os princípios da ideologia, deles se tiram conclusões lógicas, harmônicas umas com as outras, de modo que essa coerência produz uma falsa impressão de verdade, constituindo forte motivo de convencimento. Além disso, ideologias se desenvolvem e disseminam por meio de grupos e movimentos coletivos. O fato de um número grande de pessoas compartilharem as mesmas crenças também passa a falsa impressão de serem verdadeiras. Nesse sentido, é significativo que Joseph Goebbels, um dos ideólogos do nazismo hitleriano, tenha dito que “uma mentira repetida mil vezes se torna verdade”.


Assim, o traço essencial da atitude ideológica é conceder maior importância às ideias do que às coisas. Isso por si só constitui um sintoma de desnaturação do intelecto, eis que as ideias são os instrumentos pelos quais devemos chegar às próprias coisas. Na ideologia, as ideias tornam-se fins em si mesmas, adquirem valor independente das coisas a que se referem, tomando vida própria. Os militantes de uma ideologia, destarte, procuram impor à sociedade concreta os planos por eles concebidos em seu universo subjetivo, forçando a realidade a que se adapte a esquemas apriorísticos, sem correspondência na verdade das coisas.


Subordinando o ser humano a enquadramentos artificiais e preconcebidos, as ideologias têm como resultado a discrepância entre a vida real e as instituições, o descompasso entre as fórmulas legais e a mentalidade do povo. Esse permanente conflito entre o “país legal” e o “país real” é um dos grandes males políticos da América Latina. Tudo começou após a Independência, quando as minorias dirigentes, encarregadas de organizar as novas nações, optaram por copiar modelos políticos estrangeiros, sem levar em conta uma possível inadequação dessas instituições à realidade latino-americana. Desde então, a cada nova moda ideológica que aparece na Europa ou nos Estados Unidos, nossas classes dirigentes, de esquerda ou de direita, na situação ou na oposição, se apressam a remoldar por ela todo o conjunto das nossas leis.


Desta maneira, a doutrina social da Igreja contrapõe à política ideológica, inspirada em princípios arbitrários e preconcebidos, uma política realista, fundada na verdade do ser das coisas e num conceito exato do homem e da sociedade. Não se trata mais de forçar a realidade para que ela caiba em esquemas apriorísticos, mas de ler no próprio ser do homem os princípios que devem conduzir a sua vida social. Por isso, a doutrina social da Igreja não pode ser uma ideologia concorrente em relação ao socialismo e ao liberalismo; ela vem exatamente para superar os esquemas ideológicos, para colocar-se num plano acima das ideologias. E assim o Papa João Paulo II a definiu como sendo «a formulação acurada dos resultados de uma reflexão atenta sobre as complexas realidades da existência do homem, na sociedade e no contexto internacional, à luz da fé e da tradição eclesial».


Rodrigo R. Pedroso


O autor é advogado graduado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (FD/USP), mestrando em Filosofia política pela FFLCH/USP e procurador da Universidade de São Paulo

Estão falando de mim

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Por que nos incomodamos com os que nos detestam?

Todos nós gostaríamos de exclamar: "Não tenho inimigos! Dou-me muito bem com todos!". A realidade nos mostra que, via de regra, todos temos uma pedra no sapato. Há sempre alguém que nos espicaça e nos tira o bom humor. Na maior parte das vezes é por motivos fúteis. Alguém é frontalmente contra nós por causa do nosso jeito, porque a nossa fisionomia lembra a de um conhecido adversário, porque deixamos de atender um pedido que envolvia corrupção, porque não somos do partido tal...

Posso dizer, pessoalmente, que despertei vários inimigos irreconciliáveis por ter tomado posição em favor daquilo que é ensinamento de Cristo. Outras vezes, não foi possível atender uma solicitação, inteiramente de interesse pessoal, por contrariar o bem comum. Eu tenho muitíssimos amigos. Sinto uma onda de simpatia pela minha pessoa, mas não posso dizer que não tenho inimigos. Existem alguns poucos que me odeiam. Às vezes, nem eles sabem direito o porquê. Chego a gemer na dor: “Salva-me, Senhor, dos meus inimigos” (Sl 143,9).

Fico conjeturando: "Por que passamos por essa provação de encontrar alguém que nos detesta?”. O primeiro motivo pode ser nós mesmos, quando prejudicamos alguém irremediavelmente. Neste caso, estejamos abertos para um reatamento da amizade. Todos temos um dia em que cometemos algum erro. Entre os que tomam a iniciativa de nos odiar (sim, isso existe), quem são os nossos inimigos? Não são diretamente os ateus, os espíritas, os evangélicos; são aqueles que deveriam ter um vínculo conosco. “Os inimigos do homem são os da sua casa” (Mt 10,36).

A definição das nossas ideologias costuma ser outro fator de desunião. Os  amigos vão até ficar estupefatos com minha afirmação, mas um divisor de águas é uma velha ideologia do século XIX. Trata-se do socialismo. A partir dele o homem de Igreja é classificado de “avançado”, “libertador”, "retrógrado”, “tridentino”, “moderno”, “atualizado”, “amante dos ricos” ou “inteligente”.


O critério não é o Evangelho. Em muitos casos, somos obrigados a conviver com tais pessoas sem esperança de reconciliação e rezar por elas. Mas a pergunta, diante de muitos casos inexplicáveis, sempre permanece: "Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 22,7).
Dom Aloísio Roque Oppermann scj
Arcebispo de Uberaba - MG

Maria: Minha companheira

Ontem, hoje e sempre: Maria presente!
Ingressei na Comunidade Canção Nova em 1998, na Casa de Maria, em Queluz (SP). Era o tempo de viver o Noviciado, hoje chamado Discipulado: a Formação Inicial no Carisma Canção Nova.
Na mesma semana em que cheguei, tive um sonho que me deixou constrangida. Sonhei que estava grávida! Pensei comigo, “nossa, que absurdo”! Partilhei com a nossa Mestra de Noviciado (a formadora da casa), e ela me disse: “Mas, é verdade! Você está mesmo grávida! Está gerando a mulher nova”! Ali começou a minha experiência com Nossa Senhora, na Casa de Maria. Era ela quem estava me ajudando a gerar a mulher nova, a mulher do Carisma Canção Nova. Eu estava gerando e sendo gerada no ventre de Maria, como chamamos essa casa tão preciosa!
Maria sempre foi uma presença marcante em minha vida; mas, nesta casa, eu convivia com ela de forma discreta, desde as coisas mais simples do dia a dia, como as mais complexas. Era um convívio diário e maravilhoso!
Maria era minha companheira nas escalas de serviço, quando lavava os banheiros, quando passava pano no chão, tirava a poeira, quando lavava a louça, quando fazia a grande faxina… Com ela, eu fui vencendo os meus medos de não dar conta do recado; o medo de não fazer bem feito, de ser criticada.
Era a minha companheira na vida de oração, quando rezava o terço, principalmente na Grutinha [foto abaixo]; quando fazia meu Estudo da Palavra. E, quando ia para a Capela rezar, ou fazer Adoração ao Santíssimo, ela estava lá, me esperando de braços abertos, pronta para me dar a sua benção materna, todos os dias, através da imagem da Virgem de Fátima.
Era a amiga com quem partilhava tudo, e com quem aprendi a viver ainda mais a transparência na partilha com meus irmãos e formadores.
Na Casa de Maria, aprendi com a Mãe, a essência da fraternidade, do cuidado com o outro. Aprendi a ser mulher, a me cuidar melhor; através de uma irmã muito querida, vi Nossa Senhora mudar todo o meu guarda-roupas, ensinando-me a vestir-me de forma mais feminina.
Era minha companheira no Apostolado, na Missão, na Catequese; Nossa Senhora me encorajava a ir em frente, com ousadia!
Era ali, no colo de Nossa Senhora, Mãe e Mestra, a imagem que fica na varanda, que eu me colocava todas as vezes que tinha saudade de casa, da família, dos amigos.
Foi também na Casa de Maria, que eu descobri “o meu José”, o homem que o Senhor tinha reservado para mim; mas eu guardava no meu coração, pois não era tempo de viver esse relacionamento. Então, era no Coração de Nossa Senhora de Fátima, na capela, que eu colocava o que estava sentindo, pedindo a ela, que, se aquele sentimento fosse de Deus, que ela me colocasse do coração daquele rapaz também. Tudo bem guardadinho no Coração da Virgem; e hoje, aquele rapaz, é o meu amado esposo Fábio Lira.
Nossa Senhora cuidou de tudo. Guardou minha vocação e eu fui gerada Canção Nova, no Seu Ventre Materno!
Em uma oração comunitária o Senhor me deu uma imagem, na capela: Era um anjo entregando-me um violão e uma folha, escrito a palavra “Profecia”. E o Anjo dizia-me: “Toque e cante a profecia”! Não compreendi por completo o que Deus quis me dizer naquele tempo. Mas, no decorrer dos anos de vivência na Comunidade, tenho me lembrado dessa imagem. E hoje compreendo que Nossa Senhora, ali, na Casa de Maria, ensinou-me, e tem me ensinado, a “tocar e a cantar essa Profecia” chamada Canção Nova.
Maria tem me levado a tocar o Carisma Canção Nova na minha vida, e cantar esse mesmo Carisma na vida dos meus irmãos.
Na minha vida, e de maneira especial, na minha vocação, foi Ela, Maria, a Mãe e Mestra da Canção Nova, que tudo fez! Sou muito grata a ela, por sua presença em minha vida. Sou grata a Deus por tudo o que Ele permitiu-me viver, na Casa da Mãe, o Santuário do Carisma Canção Nova.
Gilmara Maria Lira
Missionária, casada, mãe de 4 filhos
Atualmente roterista dos programas infantis da TVCN
fb.com/gilmaracn @gilmaracn

Mulher objeto não! Mulher templo do Espírito Santo!


“Acaso ignorais que vosso corpo é templo do Espírito Santo que mora em vós e que recebestes de Deus? Ignorais que não pertenceis a vós mesmos?” 1Cor 6,19
Este versículo faz parte da passagem bíblica: 1Cor 6,12-20 que fala ao ser humano no geral. Entretanto, hoje falaremos para as mulheres. Se você homem quiser ler, seja bem vindo, afinal o relacionamento é feito pelos dois sexos criados por Deus: masculino e feminino, homem e mulher. Não existe outro sexo.
É triste ver uma sociedade em desordem política, econômica e social. Quando a nação se encontra num caos assim, a impressão que se tem é que este cenário está desprotegido, levando-nos a pensar que não tem mais jeito. Outra realidade é preocupante: a existência de uma “civilização de coisas” e não de pessoas, voltada para o material e para o desejo. A sexualidade humana vem  sendo apresentada de maneira descartável, onde a mídia nos induz a um conceito contrário ao ensinamento de Deus, incentivando através de campanhas “o sexo seguro e relações livres”, nos dizendo: use camisinha e faça sexo com quem quiser, mas proteja-se.
Por isso hoje escrevo diretamente para as mulheres!
É hora das mulheres tomarem posse deste bem que é a sexualidade; protegendo o que é próprio do sexo feminino. Proteger a sexualidade é uma atitude essencial nos dias de hoje. É preciso ter coragem para “nadar contra a correnteza”, utilizando da liberdade que Deus nos concedeu.
Você, mulher, é livre para fazer as suas escolhas diante daquilo que a sociedade apresenta como modismo, evolução. Essa mesma sociedade afirma que conhecer alguém significa ficar, beijar e transar; pois o que vale é curtir o momento e agir assim sem discriminação é normal, “é outra época!”, “uma nova mentalidade!”.
Viver assim é o normal?  Não.
Tudo isso em resumo é um incentivo ao sexo sem compromisso. Estamos vivendo um tempo de caos moral que abala a família, a sexualidade comparada a um produto, do mesmo modo que se troca de celular, o incentivo é trocar de parceiros.
É isso que os pais querem para os filhos? Também não.
Em meio a essa bagunça Deus nos apresenta a castidade!
Como conseguir viver esta castidade?
Primeiro passo: é preciso uma retomada de valores sobre a maneira de se vestir : desde as peças intimas ao traje de gala, passando pelas roupas para trabalho, estudo, esporte, piscina, praia e balada. É a primeira mudança: de dentro para fora, o exterior reflete o interior.
Mulher, você não pode ser vista como objeto sedutor, símbolo sexual. É hora de ser símbolo educador, sinal de ternura, delicadeza, carinhosa, forte e materna. Você não pode ser comparada a um “copinho descartável”: usada, amassada e jogada fora. Ninguém precisa se sentir assim, ninguém quer se sentir assim.
“De fato, fostes comprados, e por preço muito alto! Então, glorificai a Deus no vosso corpo” 1 Cor 6,20
Quando um não quer dois não fazem! Estamos desafiando você mulher a retomar a verdadeira beleza que é a sexualidade.
É urgente que se tome posse deste bem. Decidindo-se viver conforme a orientação de Deus que a Igreja propõe!
Restando ao homem respeitar a mulher sobre a sua decisão de viver a vida sexual somente no sacramento do matrimônio, pois quem ama espera. Aí acontecerá o respeito para com a criação que é o “corpo humano”.
Mulher, você é templo do Espírito Santo!
Tem Jeito!
Carla.
- Reze conosco: Com Deus Tem Jeito!
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"JESUS PRECISA DE VOCÊ CHEIO DO ESPÍRITO SANTO"

Mensagem do dia
 
Quinta-Feira, 09 de fevereiro 2012
Jesus precisa de você cheio do Espírito Santo
Se entregarmos o que somos e o que temos ao Senhor, Ele tomará uma porção dobrada do Espírito Santo e a derramará sobre nós.

A demonstração de que realmente o Espírito de Deus, que atuava em Elias, repousava então sobre Eliseu foi ele ter ousado no poder de Deus, assim como seu mestre, Elias. Começou a usar os carismas, a realizar os prodígios como seu mestre. Se Elias ressuscitou um, Eliseu ressuscitou dois. Tudo o que Elias fez, Eliseu fez em dobro. Confira isso na sua Bíblia. Está no segundo livro de Reis, a partir do capítulo três.

É isso que Jesus quer fazer conosco. Existe uma multidão precisando do Senhor, precisando ser resgatada e salva por Ele. Hoje, o Senhor precisa de cada um de nós, como naquele tempo precisou de Eliseu. Ele precisa de mim e de você cheios do Espírito Santo.

Não queira menos. Assim como Eliseu pediu um porção dobrada do Espírito Santo, queira-a também. O mesmo Espírito, que conduzia os profetas, nos é dado agora. O mesmo Espírito, que estava com Jesus e que n'Ele agia, é o Espírito que nos é dado.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

(Trecho do livro "O Espírito sopra onde quer" de monsenhor Jonas Abib)

"Confiemos hoje e sempre no Sumo Bem"

Quinta, 9 de Fevereiro de 2012  

Mensagem do dia!

Confiemos hoje e sempre no Sumo Bem

luzia090212O coração de Jesus está sempre à espera de cada um de nós para que recorramos a Ele em todas as nossas necessidades. O próprio Senhor insiste para que recorramos a Ele: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28).
Muitas vezes, ficamos desconfiados quando alguém insiste em ser bom conosco e até nos perguntamos: “O que será que fulano está querendo?” No entanto, não precisamos ficar desconfiados do convite do Senhor, porque Ele é amor e só sabe amar; só sabe ser bom conosco. Papa Bento XVI nos dá este conselho:
“Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o ‘direito de vos falar’ durante este dia. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que Ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração”.
Confiemos de todo o nosso coração na misericórdia de Deus, porque o Senhor é muito bom para com todos e com cada um particularmente.
Jesus, eu confio em Vós!

Missionária Co-fundadora da Canção Nova
Luizia Santiago

"O amor se dobra para não se romper"

Mensagem do dia

Quarta, 8 de Fevereiro de 2012

O verdadeiro amor é capaz de tudo suportar!

A razão de nossa existência é amar a Deus com um empenho total e nos relacionarmos com nossos irmãos de forma sincera e amorosa, inspirada no amor do próprio Deus. No entanto, se o nosso amor não participar do amor do Altíssimo e não se expressar na pessoa que está ao nosso lado, isso será mera ilusão.
Como vemos, a primeira conversão é fácil, mas o difícil é a conversão do não buscar o próprio interesse. Renunciar pelo bem do outro àquilo que gostaríamos de possuir. É o amor que “…nada faz de inconveniente, não procura o próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não se regozija com a injustiça, mas encontra sua alegria na verdade. Ele tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Cor 13, 5-7).
Mas para o amor não passar em sua vida como uma chuva de verão, você precisará ser humilde. Para isso será preciso perdoar muitas vezes e pedir perdão todos os dias e todas as horas em que isso for necessário, vencendo todas as barreiras que fecham nosso coração em nós mesmos. Há tantas formas diferentes e eficazes de exercitar a humildade para amar incondicionalmente.
O amor é capaz de tudo suportar!
O amor transforma a vida!
O amor jamais passará!
Ame sempre, seja um vencedor no amor!
Jesus, eu confio em Vós!
Luzia Santiago Missionária Co-fundadora da Comunidade Canção Nova

O amor se dobra para não se romper"

Mensagem do dia

Quarta, 8 de Fevereiro de 2012

 

O verdadeiro amor é capaz de tudo suportar!

A razão de nossa existência é amar a Deus com um empenho total e nos relacionarmos com nossos irmãos de forma sincera e amorosa, inspirada no amor do próprio Deus. No entanto, se o nosso amor não participar do amor do Altíssimo e não se expressar na pessoa que está ao nosso lado, isso será mera ilusão.
Como vemos, a primeira conversão é fácil, mas o difícil é a conversão do não buscar o próprio interesse. Renunciar pelo bem do outro àquilo que gostaríamos de possuir. É o amor que “…nada faz de inconveniente, não procura o próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não se regozija com a injustiça, mas encontra sua alegria na verdade. Ele tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Cor 13, 5-7).
Mas para o amor não passar em sua vida como uma chuva de verão, você precisará ser humilde. Para isso será preciso perdoar muitas vezes e pedir perdão todos os dias e todas as horas em que isso for necessário, vencendo todas as barreiras que fecham nosso coração em nós mesmos. Há tantas formas diferentes e eficazes de exercitar a humildade para amar incondicionalmente.
O amor é capaz de tudo suportar!
O amor transforma a vida!
O amor jamais passará!
Ame sempre, seja um vencedor no amor!
Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago - Co-fundadora da Comunidade Cançao Nova

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Estamos vencendo o esquecimento sobre a ditadura, mas não a impunidade

Enrique Padrós: Estamos vencendo o esquecimento sobre a ditadura, mas não a impunidade

Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Felipe Prestes
Enrique Padrós estuda o tema das ditaduras de segurança nacional do Cone Sul há mais de quinze anos e é um militante dos Direitos Humanos. Professor de História Contemporânea da UFRGS, foi um dos organizadores da série de quatro livros “A Ditadura de Segurança Nacional no Rio Grande do Sul (1964-1985): História e Memória”, em parceria entre a universidade e a Assembleia Legislativa, que traz dezenas de depoimentos e artigos. Ainda no início de 2012, lançará em livro o conteúdo do seminário “Memória, Verdade e Justiça: as marcas das ditaduras do Cone Sul”, do qual foi um dos organizadores no ano passado, com a presença de nomes como Estela de Carlotto, presidenta das Abuelas de La Plaza de Mayo. A versão virtual do livro foi lançada na semana passada e já pode ser acessada no site da Assembleia Legislativa.
No início do mês de janeiro, Padrós recebeu o Sul21 na UFRGS para uma longa conversa sobre Comissão da Verdade, homenagens a próceres de Ditadura como Golbery e Castelo Branco, Lei de Acesso à Informação, entre outros temas. Ele afirmou que a criação da Comissão da Verdade é um grande avanço, em relação ao pouco que fora feito anteriormente, mas defendeu a necessidade de Justiça para os responsáveis pelo terrorismo de Estado. “Acho que a batalha contra o esquecimento estamos vencendo. Não estamos conseguindo vencer a batalha contra a impunidade”.
Sul21 – Quais são as tuas expectativas em relação à Comissão da Verdade?
Enrique Padrós - Ao final do Governo Lula, quando se falava na Comissão da Verdade, boa parte daqueles que trabalhavam com essa temática eram muito reticentes, pela trajetória do governo nestas questões: muito acanhado, pra não dizer que, muitas vezes, pouco interessado ou talvez fechado com as posturas e pressões dos militares. No início de 2011, fizemos uma atividade na UFRGS e convidamos a Estela De Carlotto, presidenta das Abuelas de La Plaza de Mayo. Com toda a sua experiência e trajetória, ela se deu conta de que havia muita cobrança sobre o governo que recém tinha iniciado e, ao falar sobre as expectativas quanto à Comissão da Verdade, disse uma frase que me marcou muito: “Vocês têm razões para duvidar um pouco do alcance que possa ter a Comissão, mas o mais importante é que, independente de tentativas de manipular ou não o debate, só falar sobre ela e instalá-la já vai gerar uma dinâmica que por si só vai trazer resultados”. Esta afirmação casava com outras que vinham dos sobreviventes. Todos eles desconfiavam, pois não havia uma avaliação muito positiva do Governo Lula, mas diziam que conheciam a Dilma o suficiente para acreditar nela em relação a estas questões. Passado um ano de tudo isso, me parece que o governo deu sinais de algumas iniciativas importantes, que ainda não resolvem quase nada, mas mostram muito mais do que havia sido feito até agora, desde os governos pós-ditadura até 2010.
“A Comissão está sendo chamada pelo governo, mas tem que ter autonomia em relação a ele”
Sul21 – Quanto à Comissão em si, quais as expectativas?
Enrique Padrós - Acho que a gente ainda não tem muito claro qual será a sua autonomia e que expectativa podemos ter. Nós não temos sequer essa comissão nomeada. O mais importante, entretanto, são menos os nomes e mais a infraestrutura que vai se colocar. A gente espera que nessa comissão não tenhamos nenhum militar e que militares não tenham poder de veto. Dentro das restrições que ela vai sofrer, porque o prazo é muito curto (serão dois anos de trabalho) e a comissão vai ter que se preocupar com um período muito extenso, o foco tem que ser o período da ditadura, de 1964 a 1985. Talvez a própria Dilma, diante dos trabalhos, quando iniciarem, se dê conta — e ela sabe — que esse prazo ainda é muito pequeno diante do tamanho das tarefas que devem ser feitas. Se as pessoas indicadas tiverem experiência, isto, sem dúvida alguma, vai ajudar. Pessoas que tenham trajetória para que, em primeiro lugar, não se assustem com as pressões, que serão muito grandes. Em segundo lugar, que entendam a leitura de documentos, que compreendam os testemunhos e, acima de tudo, que sejam muito firmes em relação ao próprio governo. A Comissão está sendo chamada pelo governo, mas tem que ter autonomia em relação a ele.
Comissão deve pedir imediatamente os documentos militares, defende Padrós | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – Que resultados a Comissão da Verdade precisa obter para ser exitosa? Já temos muitas pessoas que pesquisam sobre o tema, há o GT Araguaia e outras iniciativas governamentais também, o que a Comissão da Verdade pode fazer além do que já é feito?
Enrique Padrós – Acima de tudo, tem que produzir informação e tornar público informação. Não estamos falando em verdade absoluta, mas significa tornar público o que foi sonegado, o que foi escondido e esclarecer tudo o que foi tergiversado. Os notáveis têm que ter uma grande equipe e, por outro lado, comissões que já estão se multiplicando em todo o país, para que a Comissão da Verdade atinja todos os lugares onde exista alguma informação para ser procurada. O passo inicial, a partir de tudo o que já foi acumulado pelas organizações de Direitos Humanos e pelo próprio governo, é a Comissão chamar pessoas — e não significa chamar só as vítimas. Como nunca houve aplicação de mecanismos de Justiça, as pessoas nunca deram depoimento, a não ser para pedidos de indenização. Em segundo lugar, é chamar todos os funcionários públicos envolvidos em denúncias de terem participado direta ou indiretamente de repressão estatal. Agora, não há nenhum mecanismo que obrigue estas pessoas a depor. É fundamental tornar público quem são estas pessoas e dizer se elas se negam participar.
Sul21 – O que diferencia a Comissão da Verdade, então, do que já vem sendo feito pela Academia, por organizações? É um grande esforço, uma grande estrutura, e também a publicidade disto?
Enrique Padrós – Sem dúvida. Finalmente o Governo entrou. O trabalho da Academia também é recente, de cinco anos para cá, e muito mais restrito, porque produz um tipo de conhecimento preso aos limites que a Ciência nos impõe. Então, se trata de um esforço que é para ser muito maior do que até hoje foi feito pelos pequenos grupos de Direitos Humanos, pela produção acadêmica, ou pelo esforço de alguns jornalistas. Esta Comissão tem acesso aos arquivos repressivos, esta documentação que até hoje se questiona onde está. Boa parte já está vindo a público, mas ainda está faltando a documentação principal: a do Exército. A Comissão, em tese, vai poder acessá-la. Ela deve pedir imediatamente à presidenta e aos ministros estes documentos militares.
Sul21 – Este será o grande desafio da Comissão?
Enrique Padrós – Este é o grande desafio: qual o limite do acesso à informação? Em tese, o Governo vai facilitar o acesso a todo o material que possui. A questão é saber como isto vai funcionar. A Comissão vai ter que ter acesso a espaços onde se especula que há informação, como as sedes dos ministérios. Assim como também tem que haver pressão do governo para que funcionários públicos se apresentem para depor. Quanto aos resultados da Comissão da Verdade para serem positivos, nós, enquanto sociedade civil, estamos buscando informações sobre os desaparecidos: onde estão os cadáveres e, se não aparecerem, é preciso dizer o que aconteceu que não podem aparecer. Muitas informações também sobre a lógica de funcionamento do sistema repressivo, o alcance deste sistema, que não só torturou e prendeu, mas vigiou, ameaçou, perseguiu dentro das instituições. Outro nó dentro deste trabalho são as implicações do Brasil dentro da conexão repressiva internacional. Os outros países precisam das informações que suspeitam que o Brasil tem para resolver suas questões. Além do que, queremos, sim, saber quem são os torturadores. E depois vem outra etapa, que não depende da Comissão da Verdade: socializar estas informações. Se o trabalho se esgotar em meia dúzia de grandes relatórios e ficar fechado na burocracia de Brasília, ou no ambiente intelectual, terá sido um trabalho inútil.
“Por que punir o traficante, quando pessoas que fizeram o que fizeram não pagaram por estes crimes? Aqui temos uma questão de valores que não foi bem resolvida”
Sul21 – Queria que tu falasses do caráter pedagógico destas informações. Qual a importância de disseminar estas informações?
Enrique Padrós – O desconhecimento e a valorização deste passado implicam em formação insuficiente em termos políticos, de cidadania, de ética, de Direitos Humanos das novas gerações. Desconhecer tudo isto significa a ausência de conexão entre gerações. Há uma história dos pais e dos avós que foi cortada dos filhos e dos netos. Podemos ter no futuro alguns momentos de tensão e esta experiência pode fazer falta. Por outro lado, no dia-a-dia das nossas relações temos uma série de componentes que mostra o legado de uma experiência traumática mal resolvida: a banalização da violência, da tortura; o medo que se tem até hoje da polícia; a falta de respeito que alguns setores têm pelas Forças Armadas; a crença de que a impunidade se sobrepõe à sociedade. Por que punir o traficante, quando pessoas que fizeram o que fizeram não pagaram por estes crimes? Aqui temos uma questão de valores que não foi bem resolvida. Aqueles que executaram terrorismo de Estado não só não são punidos, como são até reconhecidos.
"Escola com o nome Costa e Silva é um absurdo" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – Isto se reflete muito nas polícias atualmente.
Enrique Padrós – A polícia nunca sofreu um processo geral de descontaminação deste comportamento. Como se nós tivéssemos uma espécie de continuidade em que aquilo que foi medido como eficiência para enfrentar determinado tipo de inimigo fosse permanentemente aprofundado, qualificado e mantido. Há tentativas, mas pouco se fez em relação a isto, já que a cada tanto temos uma espécie de reforço destas atitudes repressivas. Outro detalhe desta questão pedagógica tem a ver com as homenagens em praça pública, nomes de ruas.
Sul21 – Ia justamente perguntar sobre a polêmica gerada recentemente em Porto Alegre pelo projeto (que não foi aprovado) de mudar o nome da Avenida Castelo Branco para Avenida da Legalidade.
Enrique Padrós – As pessoas demoraram para se dar conta disto. Nós temos Escola Costa e Silva. É um absurdo alguém estudar em uma escola que tem nome de ditador. Um ambiente democrático, de cidadania, de formação não pode ter isto. A entrada principal de Porto Alegre é Avenida Castelo Branco. É um tema polêmico: o que se faz com uma marca concreta da repressão? Há duas grandes vertentes, que têm suas razões. O que não dá é deixar Avenida Castelo Branco. Ou tira, ou então diz Ditador Castelo Branco. Temos que adjetivar corretamente estas informações, porque senão ficamos perdidos num emaranhado de informação, ao qual a maior parte da população não tem acesso, em termos de qualificação desta informação.
Sul21 – Muita gente para rebater utilizou nomes históricos mais antigos como Getúlio Vargas, que também foi ditador, ou Dom Pedro II, pela escravidão. Como se explica a diferença entre estes nomes e Castelo Branco?
Enrique Padrós – O que está em questão hoje é uma ferida aberta, que não cicatriza. Tem a ver com uma geração que ainda está viva e que reclama Justiça. Isto não foi resolvido historicamente. Por isto é que a gente não aceita uma comissão que discuta também a ditadura do Getúlio. Se quiserem fazer, que se faça outra comissão. Em relação aos logradouros públicos, se a questão é a qualificação dos nomes ou a retirada, esta é uma discussão que tem que ser feita, e é urgente que se faça. Não sei se me incomodo com uma praça ou uma rua com estes nomes. Agora, uma escola com um nome desses me parece profundamente deprimente e contraditória com o espaço escolar.
“O Palácio da Polícia deveria ser tomado e tombado imediatamente. É lá que os perseguidos eram levados e torturados”
Sul21 – A Argentina transformou muitos lugares que eram centros de tortura em memoriais ou museus. Aqui em Porto Alegre temos muito pouca coisa. Inaugurou-se um monumento no ano passado (em homenagem a Manoel Raimundo Soares, morto pelo regime militar), mas um local de tortura como o Palácio da Polícia, por exemplo, não tem nada. Como tu vês esta questão?
Enrique Padrós – Temos que entender que Porto Alegre teve volume menor de incidência política que São Paulo ou Rio de Janeiro. Isto não significa dizer que o RS não foi atingido pela repressão, mas talvez não tenhamos lugares tão emblemáticos. Aqui realmente, como tu citaste, é o Palácio da Polícia, que deveria ser tomado e tombado imediatamente. É lá no terceiro andar que aconteciam as coisas, inegavelmente. É lá que aconteceu a Operação Condor e que os perseguidos daqui eram levados, torturados. Nós temos a Ilha do Presídio. Começam as visitações agora com a travessia de barco. Quem administra neste momento é o município de Guaíba. Por melhor intencionadas que estejam as pessoas que estão neste projeto, é necessária uma intervenção federal, até com o município de Guaíba, não tem problema nenhum nisto. O prédio está praticamente intacto. Este é um espaço típico de tombamento. É preciso proteção, que as estruturas não sejam destruídas e criar uma estrutura de visitação com muito cuidado.
"Em outros países, homenagem a Golbery seria vista como apologia ao terrorismo de Estado" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – E com informações, como um museu.
Enrique Padrós - Este espaço tem que estar nas mãos de especialistas, tem que se fazer um trabalho arqueológico, histórico, com cuidado administrativo. Entendo que nestes trabalhos de políticas de memória, não é possível que se faça sem a participação dos movimentos sociais. Ainda em relação aos lugares do RS, temos que fazer um relevamento de todos os lugares de perseguição política no Estado. Não basta só olhar para Porto Alegre. Depois do AI-5, a violência tem maior dimensão no RJ e SP. No RS, a violência em 1964 talvez seja muito maior que em outros estados, pelo fato de ser um estado com bases trabalhistas. Tudo isto faz com que tenhamos repressão onde predominava o PTB. Tu caminhas pelo Interior e em tudo o que é lugar te contam histórias. Geralmente, as pessoas eram levadas para a delegacia e sofriam violência. Rio Grande tem um caso de um navio que serviu para tortura. Neste navio, sindicalistas e portuários ficavam dias desaparecidos. Também se conta um mito de que se jogavam pessoas ao mar deste navio, fato que até hoje não se confirma, mas que faz parte do imaginário dos mais velhos e de descendentes.
Sul21 – E a Prefeitura de Rio Grande está fazendo uma homenagem a Golbery.
Enrique Padrós – Na contramão da história, até de forma antiética. Se tivéssemos a atuação da Justiça seria um crime, mas não é, porque a Justiça aqui não atua. Então, fazer uma homenagem ao Golbery é uma questão política. Tu agrides, afrontas a população, mas é uma questão política. Em outros países, se o Golbery foi o grande intelectual da ditadura, isto seria visto como apologia ao terrorismo de Estado. Esta homenagem mostra o grau de despolitização de boa parte da sociedade brasileira. Isto teria que gerar uma repulsa generalizada, e não aconteceu. Em Rio Grande, inclusive, ficou restrita a alguns setores da universidade, sindicais e da sociedade civil, mas ao ponto de que esta homenagem ainda está colocada como possibilidade concreta.
Sul21 – O que a Lei de Acesso à Informação pode permitir aos historiadores em termos de pesquisa?
Enrique Padrós – É muito importante, porque acaba com o segredo perpétuo dos documentos. Significa, em primeiro lugar, um Estado mais transparente para toda a sociedade. Para os historiadores é a pesquisa sem barreiras. Tudo aquilo que a gente avançou até hoje no tema ditadura se fez com muito pouca documentação. Mas a gente não pode cair no romantismo de achar que todas as respostas estão nos documentos. Documentos oficiais são enviesados, sobretudo documentos de regimes repressivos. A gente tem que ter muito cuidado em relação a isto. Em segundo lugar, é muito difícil encontrar um documento que mostre que o general fulano de tal dá uma ordem para um subalterno matar alguém. Mesmo no Arquivo do Terror do Paraguai, poucos são os documentos em que há uma situação explícita. E há códigos também, por isto é que tem que ser gente que conheça de documentos para participar destas comissões. O acesso aos documentos é de extrema importância porque ajuda a compreender a dinâmica interna, as redes, os contatos, como uma informação começa e se irradia.
África do Sul teve um caso emblemático de Comissão da Verdade | Foto: Ramiro Furquim/Sul21
Sul21 – Queria que tu falasses sinteticamente sobre o trabalho de comissões da verdade em outros países, que resultados tiveram.
Enrique Padrós – Na Argentina, ocorre logo após a ditadura. Com informações diretamente das vítimas, familiares e exilados que voltam. Com isto houve o julgamento dos militares. Em sete ou oito meses, se chegou ao reconhecimento de nove mil desaparecidos e identificação de toda a metodologia repressiva. Foi o produzido o primeiro relatório “Nunca Mais”. Depois, tentativas golpistas militares levam a um recuo. No Governo Menem, houve indulto que estavam presos. Tudo isto só foi retomado um pouco antes da ascensão dos Kirchner. O Uruguai teve uma Comissão Para a Paz, no ano 2000, para tentar dar um basta nos questionamentos da sociedade.
Sul21 – Esta é uma situação mais parecida com a do Brasil.
Enrique Padrós – Sim. O que esta comissão procurava era informação sobre os mortos e desaparecidos e respostas sobre o sequestro de crianças. Alguns soldados rasos se apresentaram e deram informações sobre o que teria ocorrido. Quando o informe final veio a público dizia que muitos dos casos de mortes tinham ocorrido por excesso na tortura e que os cadáveres desaparecidos teriam sido enterrados nos quartéis, mas depois retirados, queimados e as cinzas jogadas no Rio da Prata. Os familiares nunca aceitaram. Anos depois, os governos da Frente Ampla desencadeiam ações para obter informações e encontram cadáveres dentro dos quartéis. Estes restos humanos mostravam que não tinham sido vítimas de excesso de tortura, mas que havia uma política sistemática de eliminação dos perseguidos políticos. Um caso emblemático é o da África do Sul, que, evidentemente, envolve outra situação, o sistema do Apartheid. Diante do grande número de pessoas reprimidas pelo sistema, se confirmou a não-punição dos repressores, mas para receber anistia era preciso pedi-la e contar tudo o que sabia. Vinte mil repressores deram depoimentos públicos. Mostra uma possibilidade de reconciliação muito particular, que é colocada como modelo importante, mas há focos de tensão até hoje, porque o Apartheid social continua.
“O Brasil é um dos únicos países em que o presidente não pediu perdão, e isto é um débito do Lula”
As comissões têm resultados diferentes. Muitas terminam com proposições de mecanismos reparatórios. Um deles é a indenização, que é como o Brasil achou que solucionaria seus problemas. Pagava para as pessoas e com isto as silenciava, uma leitura perversa. Outra forma reparatória é a promoção da memória pelo Estado, com placas, monumentos, livros. Finalmente, tem a etapa da conciliação, que é bem mais complicada. O Brasil é um dos únicos países em que o presidente não pediu perdão, e isto é um débito do Lula. É muito mais difícil para a Dilma, porque sempre vão dizer que ela é ex-guerrilheira e fala por interesse próprio. No Chile, o presidente Lagos pediu perdão. No Uruguai, espera-se este gesto agora. Na Argentina, o ministro militar do Governo Alfonsín pediu perdão. Aqui no Brasil, nem o presidente, nem os militares pediram perdão. Dizem para as vítimas e familiares que eles são muito grossos, que não perdoam. Perdoar exige uma condição: alguém tem que pedir perdão. Quem tem pedido perdão em nome do Estado é o Paulo Abrão, nas sessões da Caravana da Anistia. Isto fala bem da pessoa dele, mas não basta, porque ele não é tão conhecido.
Sul21 – Dilma poderia instar o Exército a fazer isto.
Enrique Padrós – Em tese, ela é chefe das Forças Armadas, poderia… Ou dizer para seu ministro de Justiça, ou de Direitos Humanos. Agora, também teríamos que ter o pedido de perdão das Forças Armadas, coisa que elas de maneira nenhuma imaginam fazer, pelo menos nos próximos quatro séculos. Há outro problema: tudo é perdoável? Qual o limite do perdão? Se o perdão vem acompanhado pela atuação da Justiça, ela dá o limite. Perdoar sem Justiça pode confundir as pessoas.
Sul21 – Pode parecer impunidade?
Enrique Padrós – Não, é que pode parecer que tudo é perdoável então. A gente perdoa o Holocausto? A gente perdoa os voos da morte? É perdoável o que foi feito com o Minhoca (Carlos Alberto Tejera de Ré), que para aumentar a eficiência do choque elétrico colocaram bombril na sua garganta, para que isto arrebente o cara por dentro?  Esta é uma resposta muito difícil, se perdoar significa esquecimento e esquecimento onde a Justiça não atua significa a possibilidade de que isto ocorra no futuro. A gente tem que ter muito cuidado, porque as tentativas compensatórias e reconciliatórias podem ser mais um mecanismo de amorcegar estas questões. Pensaram que fariam isto com as indenizações. Acho que a batalha contra o esquecimento estamos vencendo. Não estamos conseguindo vencer a batalha contra a impunidade.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Agenda Social

Programa Social – Direitos de Cidadania – Pessoa com Deficiência

Termo de Adesão e Adesões

 


O Programa de Inclusão das Pessoas com Deficiência  foi lançado pelo DECRETO Nº 6.215, DE 26 DE SETEMBRO DE 2007, com o propósito de alcançar maior cobertura de atendimento para 14,5% da população que apresenta alguma deficiência, acelerando o processo de inclusão social desse segmento. O programa faz parte da Política Nacional de Integração da Pessoa com Deficiência e reconhece o perfil de pobreza e marginalização social em que vive a maior parcela dessas pessoas.
Para enfrentar esta situação, o programa inclui medidas e ações integradas dos  ministérios da Saúde, da Educação, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, do Trabalho e Emprego, das Cidades, , sob a coordenação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, que serão desenvolvidas em parceria com a sociedade civil e com o setor privado, visando garantir o acesso das pessoas com deficiência aos serviços públicos essenciais para garantir uma vida digna, de respeito aos direitos humanos.
 
São importantes parceiros e patrocinadores: o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Nordeste, o BNDES e as empresas públicas. Fazem parte como apoiadores do Programa Social, as entidades patronais, os organismos internacionais, as universidades e os centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
 
Estratégias de Ação para a Implementação do Programa
 
Para o programa foram priorizadas as questões relativas aos direitos básicos das pessoas com deficiência, considerando atendimento e acessibilidade nas áreas de educação, trabalho, saúde, assistência social, transporte, infra-estrutura e intervenções urbanas. As ações foram trabalhadas de forma integrada, pois são complementares e interdependentes.
 
O público prioritário são as pessoas com deficiência que recebem o Benefício de Prestação Continuada, as que estão no programa Bolsa Família, os alunos da educação básica, as que apresentam deficiências decorrentes da hanseníase e as pessoas idosas.
 
O programa é composto por medidas de articulação institucional, de investimento direto e de financiamento, as quais se encontram sob a responsabilidade da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal, com a participação da iniciativa privada e da sociedade. São indispensáveis o compromisso e o esforço conjunto para a implementação, monitoramento e avaliação dos indicadores do programa.
 
Concessão de Órteses e Próteses
 
Esta ação tem como objetivo impulsionar a distribuição de órteses e próteses para pessoas com deficiência, atendendo os direitos assegurados pela Constituição Federal e acordos internacionais, por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a cobertura de atendimento dos que necessitam desses equipamentos, com prioridade para as pessoas em condições mais vulneráveis. Além do atendimento regular, a meta é suprir a demanda reprimida de 1.042.000 pessoas em suas necessidades de órteses e prótese até 2010.  Serão também implantadas até 2009, 10 novas oficinas ortopédicas, direcionadas preferencialmente para as regiões Norte e Nordeste do Brasil. Completam as ações da área da saúde, a capacitação de técnicos em órteses, próteses e demais ajudas técnicas, além do fortalecimento das redes de reabilitação.
 
Habitação de Interesse Social Acessível
 
O objetivo dessa ação é garantir que pessoas com deficiência e mobilidade reduzida tenham acesso à habitação de interesse social, obedecidas as normas técnicas de acessibilidade na aprovação dos projetos. O programa de reabilitação de áreas urbanas centrais atenderá aos critérios de acessibilidade para oferecer condições adequadas de moradia. Serão criadas linhas especiais de financiamento para a adaptação de residências das pessoas a que se destinam essas medidas.
 
 Transporte e Infra-estrutura de transporte Acessíveis
 
A acessibilidade nos transportes coletivos deve considerar todos os elementos de mobilidade urbana. Para garantir o acesso às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida serão realizados investimentos na infra-estrutura de transporte, no entorno das escolas e na adequação dos caminhos até os pontos de parada e corredores de transporte.  Serão adaptados 150 terminais de integração de transportes urbanos, 101 estações metroferroviárias, os entornos e as ligações a pontos de parada de 6.500 escolas até 2010. Para estas ações sob a orientação do Ministério das Cidades, serão priorizados os municípios com mais de 60 mil habitantes.
Além disso, veículos da frota em circulação serão substituídos por ônibus acessíveis num prazo menor que o previsto nos contratos de concessão, mediante desoneração fiscal e linhas de financiamento em condições diferenciadas para o setor privado. A meta é que 33.250 ônibus urbanos estejam acessíveis até 2010.
 
Escola Acessível
 
A escola acessível dispõe de estrutura arquitetônica e sinalização que correspondem aos critérios de acessibilidade para receber alunos com deficiência, tem sala de recursos com equipamentos e material didático que permitam o acesso à aprendizagem, informação e comunicação por todos, bem como corpo docente e funcionários capacitados para prestar atendimento de acordo com as necessidades específicas de todos os alunos. Foram priorizados investimentos do Governo Federal primeiramente para as escolas de grande porte, com 251 ou mais alunos, nos municípios com mais de 60 mil habitantes. A meta é de 6.273 escolas adaptadas e com entorno acessível e 6.500 salas de recursos pedagógicos implantadas até 2010.
 
Livro Acessível
  
As pessoas com deficiência, em sua maioria, encontram-se fora do mercado de trabalho e a taxa de desemprego desse segmento é muito superior à das demais pessoas. Além disso, as pessoas inseridas no mercado de trabalho estão, predominantemente, nos empregos de baixa qualificação. Através de ações de qualificação profissional das pessoas com deficiência, com ênfase no contrato de aprendizagem, e maior capacitação de gestores da educação e professores pretende-se atingir a meta de ocupação de, no mínimo, 30% do total dos postos de trabalho reservados às pessoas com deficiência que já se encontram ais preenchidos. Estas medidas facilitarão a contratação de pessoas com deficiência nas empresas com 100 ou mais empregados. Outra ação importante refere-se à ampliação da reserva de cargos nos concursos da administração pública direta e indireta das três esferas de governo. Participarão dessas ações os centros de ensino tecnológico e as unidades do Sistema S. Caberá ao ministério do Trabalho e Emprego realizar seminários estaduais para a sensibilização do empresariado. Serão destinadas linhas de financiamento com condições especiais para a acessibilidade dos ambientes de trabalho.
 
Campanhas Educativas
 
As pessoas com deficiência, ao longo de toda a história, são alvo das mais diversas formas de violação de seus direitos básicos. A principal causa da discriminação e do preconceito é de natureza cultural. Mediante campanhas de mídia geral e dirigida pretende-se enfrentar o ciclo de invisibilidade e de exclusão social das pessoas com deficiência.
 A meta é realizar a veiculação intensiva de campanhas educativas acessíveis, em rádio e televisão, em âmbito nacional, bem como por meio de outras formas de comunicação, enfocando as questões que contribuam para a inclusão ativa da pessoa com deficiência em suas comunidades e no processo de desenvolvimento do país.
 
Parceiros no Programa Social de Inclusão das Pessoas com Deficiência
 
Destaca-se a participação dos governos estaduais, municipais e do Distrito Federal, dos conselhos de direitos e das organizações das pessoas com deficiência.
A meta do programa é fomentar a plena inclusão da pessoa com deficiência no processo de desenvolvimento do país, buscando eliminar todas as formas de discriminação e garantir o acesso aos bens e serviços da comunidade, promovendo e defendendo seus direitos de cidadania.

Conselhos de Direitos Humanos avaliam situação de Pinheirinho

 Conselhos de Direitos Humanos avaliam situação de Pinheirinho nesta segunda, em São José dos Campos
Data: 30/01/2012
Representantes de Conselhos de Direitos Humanos, que acompanham os desdobramentos das desocupações do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos/SP, concederão entrevista nesta segunda-feira (30), às 20h30 sobre a situação. A entrevista será na Câmara de Vereadores da cidade, logo após audiência pública para discutir a situação.
A comitiva, que encontra-se em São José dos Campos desde a última sexta-feira (27), fez diversas diligências à autoridades locais, visitou alojamentos e ouviu moradores sobre todo o processo de remoção das famílias do bairro. A coletiva será conduzida pelo Ouvidor Nacional dos Direitos Humanos, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Bruno Teixeira.   
Também integram a missão representantes do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.
    

Entrevista sobre caso Pinheirinho
Horário: 20h30
Local: Câmara Municipal de Vereadores de São José dos Campos/SP

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A violência oprime o direito à moradia





24/01/2012
A violência oprime o direito à moradia

Estamos profundamente revoltados e comovidos com o que acontece com Pinheirinho, em São José dos Campos, SP. Revoltados pela violência e intolerância com que estão agindo os governos estadual e municipal, com forma que a polícia efetuou a ação e o descaso com os milhares de sem-teto estão sendo tratados. E comovidos e solidários com estes desalojados, injustiçados, que lutam para sobreviver, que lutam e se organizam por seus direitos como cidadãos e cidadãs brasileiros.
Pessoas inocentes que há 8 anos reivindicam um lugar para morar são tratadas como bichos, pragas invasoras, que devem ser expulsas a qualquer preço, mesmo que isto custe a vida de muitos deles. Aliás, os mortos e feridos ainda não foram contabilizados, mas a comunidade denuncia que há torno de 7 mortos, dentre estes crianças, e muitos outros desaparecidos. A prefeitura nada diz. O governo do estado nada diz. Os tucanos estão calados.
Mais uma vez vemos acontecer no Brasil a violência do interesse especulativo dos ricos esmaga, marginaliza ainda mais a vida dos pobres. Uma enorme área de uma empresa falida e com os impostos atrasados, de um certo especulador chamado
Naji Nahas, que conta com o apoio do governo tucano, que poderia servir de área para 1,6 mil famílias viverem, volta à especulação imobiliaria dos empoderados.
Precisamos fazer justiça para quem precisa da justiça, para todo cidadão e cidadã ter sua moradia, com seu lugar para viver dignamente.
Nossa luta é no campo e na cidade, pela reforma agrária e reforma urbana, de inclusão social e erradicação da miséria. Nós estamos firmes neste propósito, junto com a presidência do nosso país. Contudo, o governador de São Paulo e o prefeito de São José dos Campos, que são do PSDB, discordam e, assim, promovem ainda mais a exclusão social.
Agora, mais de 6 mil pessoas estão desabrigadas sem documentos, sem roupas, em condições sub-humanas e não há uma negociação qualquer por parte do governo tucanos para realocar dignamente esta população. Pessoas doentes, desempregadas, desabrigadas, com fome, sem condições de higiene, sem colchões ou cobertas, expostas ao caos eminente de epidemias. É a vida de milhares em detrimento ao poder e ao dinheiro de uns poucos.
Para finalizar, afirmamos nosso repúdio a esta ação ilegítima dos governantes e da justiça, nos colocamos à disposição ao lado do povo, para lutarmos na esfera federal, junto dos movimentos sociais, pelos direitos destes cidadãos e cidadãs brasileiras.


Marcon participa da marcha de abertura Fórum Social Temático 2012


Nesta terça-feira (24/01), o deputado federal Marcon participou da marcha de abertura do Fórum Social Temático 2012, que reuniu movimentos sociais, estudantes, centrais sindicais e ativistas. Aproximadamente 12 mil pessoas de diversas regiões do Brasil e de outros países participaram da caminhada que partiu do centro de Porto Alegre até o Anfiteatro do Pôr-do-sol.


Com o foco no FST 2012

Com o foco no FST 2012

O primeiro sinal externo que vimos do Fórum Social Temático (FST) apareceu segunda-feira, um dia antes da abertura do evento, na forma de um pequeno cartaz na porta de um restaurante do Centro Histórico de Porto Alegre. Ele dizia apenas: “Abriremos sábado”. Ora, os restaurantes do centro costumam abrir apenas de segunda a sexta e aquilo era estranho, principalmente durante a canícula de janeiro, em que grande parte dos gaúchos tomam o caminho do mar. Entrei no restaurante e lá dentro já estava o som do FST. Com aquele ar descansado dos turistas, atirados para trás nas cadeiras, jogando conversa fora e rindo muito, o FST aparecia nos sotaques, principalmente em língua espanhola. Depois do almoço, encontramos mais dois restaurantes com cartazes semelhantes, um deles escrito em espanhol.
No dia seguinte, na marcha de abertura do FST, os movimentos sociais contabilizaram 20 mil pessoas, enquanto a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) calculava 30 mil. De uma forma ou de outra, é muita gente. Muita gente que veio para discutir os temas do Fórum: Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental. Muita demais para ser ignorada, apesar de que alguns órgãos de imprensa preferem fazê-lo, referindo-se somente às alterações e incomodações do trânsito, justo durante um evento que fala muito da política ambiental.
2011 é um ano ainda por ser entendido. Houve a primavera árabe, os Occupies, o 15-M espanhol, os indignados e toda uma onda de protestos pacíficos que recebiam convocações pela internet e que falavam em Democracia Real, horizontalização e descentralização… Enfim, 2011 apresentou fatos novos o suficiente para merecerem nossa reflexão, mesmo sob intenso calor. Por mais que alguns insistam em desconhecer, vivemos um momento histórico único pela simples razão de que nunca a sociedade teve instrumentos análogos de comunicação. O ativismo de hoje é muito diverso. A crise econômica teve como comentário uma série de manifestações de formato absolutamente novo. De nada adianta comportar-se de modo esquizofrênico, preferindo não olhar a nova realidade,  mas apoiando ações violentas como a de Pinheirinho durante o final de semana.
Com efeito, nas primeiras palestras do FST falou-se muito em crise capitalista, no novo ativismo e em justiça social. A novidade mais clara é que todos os assuntos estiveram permeados de avaliações éticas, filosóficas e subjetivas, que tiveram o mesmo peso das opiniões e posturas políticas. Se as palavras de ordem trazem a rejeição ao neoliberalismo e às velhas soluções como as que a Europa insiste em aplicar à sua crise econômica, desta vez o cerne é a dignidade e o valor de cada ser humano. Talvez a valorização da questão ambiental leve todos a pensarem de uma mesma forma: não somos mercadoria, temos que salvar o planeta, mas há uma crise.
É dentro deste contexto que seguimos com nosso foco voltado para o FST 2012. A importância que estamos dando ao evento pode ser vista não apenas nos abanadores que distribuímos para conforto dos participantes, mas no esforço para traduzir em nosso portal o que acontece no evento. Acreditamos que o lema do FST — um outro mundo é possível — possa ser viabilizado através de discussões e conflitos desarmados.